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“Eu faço teatro todo dia”

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Em setembro do ano passado, entrevistei o ator e Coordenador Geral do Galpão Cine Horto Leonardo Lessa para a coleção Teatro Estudantil: histórias e personalidades. No mês seguinte, a publicação foi lançada como anexo ao Teatro, Encontros e Memória, livro que ilustra, por meio de fotos e textos, os caminhos percorridos pelo FETO – Festival Estudantil de Teatro, realizado desde 1999 em Belo Horizonte. Com o intuito de difundir um pouco da memória do teatro no Brasil, fomentando reflexões e apontamentos, essas duas publicações foram distribuídas para diferentes grupos e instituições ao redor do país e, neste mês, foram reunidas em um site, com todo o material disponível para download gratuito.

Na entrevista, Leonardo Lessa discute mais que sua trajetória particular. Como é dito no próprio texto, ele “propõe uma reflexão também sobre a formação do ator, a pedagogia do teatro, o papel da pesquisa, o lugar do professor em sala de aula, a ligação do ator com a cidade e com a sociedade, um entendimento do quadro político, da responsabilidade do Estado para com o fomento à cultura, a urgência de relacionar a cidade com o teatro que não seja apenas no nível do consumo ou do entretenimento. O teatro em suas dimensões políticas, éticas e estéticas.”

Compartilhamos em Mais Marimbondo esta conversa.

À esquerda, Leonardo Lessa no espetáculo "Nossa Pequena Mahagonny" / Foto: Daniel Protzner

À esquerda, Leonardo Lessa no espetáculo “Nossa Pequena Mahagonny” / Foto: Daniel Protzner

Nem consultório, nem divã. Apenas duas cadeiras e uma mesa em uma pequena sala do Galpão Cine Horto[1]. Numa conversa informal – sem hora para acabar e entremeada por algumas doses de café – o jovem ator de 29 anos Leonardo Lessa fala de sua trajetória que, por 16 anos, está ligada ao universo das artes cênicas. De forma despretensiosa, nessa costura da memória ele faz o saudável exercício de olhar para si mesmo, conhecer, distinguir, criticar e, assim, elaborar a própria história; tal como deveria ser uma boa sessão de análise.

Por escolha da professora, aos sete anos ele apresentou a cerimônia de formatura de sua turma. Por vontade própria, inseriu uma certa dose de improvisação ao texto. Aos doze, se inscreveu em um curso livre de teatro. “Apesar de ter sido válida a experiência, eu buscava algo mais consistente. Tinha mais cara de recreação, de atividade lúdica, talvez como infelizmente ainda hoje se pense teatro para jovens”, diz ele. No Colégio Santa Maria, em Belo Horizonte, onde fez integralmente os ensinos Fundamental e Médio, inseria apresentações teatrais em todos os trabalhos de grupo. “Podia ser trabalho de História, Biologia, o que fosse. Porque o legal é que, ao transformar o conteúdo da matéria em texto e pensar a dramaturgia, a gente enriquecia as discussões e, consequentemente, o processo de aprendizagem”, conta.

Aos treze anos, foi em busca de outro curso livre, dessa vez semiprofissionalizante e com foco na formação do ator. Descobriu a Cia. de Teatro Escola de Arte[2], onde encontrou “grandes mestres” como Iara Fernandez[3], Raul Belém Machado[4] e Davi Dolpi[5], à época também professores da Fundação Clóvis Salgado. “A primeira montagem que fizemos foi Seis vezes tragédia, com textos de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo, seguida de Esta noite se improvisa, do Luigi Pirandello[6], ambas com direção do Davi. Aos quinze, dezesseis anos, esse contato com textos clássicos da dramaturgia e as reflexões críticas que eles nos permitiam foram extremamente estimulantes para mim”. Foi lá também que conheceu a atriz Rita Maia com quem, mais tarde, construiria uma longa parceria. “Eu e a Rita colocamos pilha para o pessoal da turma dar continuidade como um grupo. Tínhamos um espetáculo de formatura redondo e recebemos inclusive convites de fora. A ideia não vingou e continuei vinculado à Cia de Teatro, fazendo substituições em espetáculos de formatura da escola de grupos que continuavam se apresentando. Em três anos, atuei em sete peças diferentes. Mas, se por um lado foi um verdadeiro intensivão, caímos num ritmo frenético de montagens. Percebi que era algo que eu não queria no teatro. Comecei a sentir falta de pesquisa, de uma imersão”, reflete.

Aos dezessete anos, tudo acontecia ao mesmo tempo. Já com registro profissional de ator, foi selecionado para a 3ª turma do Oficinão do Galpão Cine Horto, projeto de reciclagem e aprimoramento voltado a atores. Coordenado à época por Eduardo Moreira, um dos fundadores do Galpão, o projeto une pesquisa e treinamento à criação artística, tendo como eixo a troca de experiências. “A participação no Oficinão veio num momento importantíssimo, exatamente quando eu buscava uma formação mais continuada”, afirma Lessa. A dedicação ao teatro, porém, teve de ser dividida com os estudos para a conclusão do Ensino Médio e para o vestibular de Artes Cênicas que se aproximava. “Acabei passando em quinto lugar na UFMG, mas a se comemorar mesmo foi a experiência em si de unir trabalho criativo à pesquisa. E mesmo o próprio contato com o Grupo Galpão, que, à época da montagem de Um trem chamado desejo, experimentava a presença de um dramaturgo convidado para construir o espetáculo de forma colaborativa. Ali comecei a me encantar de fato pelo teatro, para além do trabalho do ator”, lembra.

Em 2001, já cursando a graduação, Lessa viveu um reencontro com o Colégio Santa Maria. A convite de seus antigos professores, passou a coordenar o grupo de teatro da escola com quinze adolescentes e, em 2004, era professor de teatro em diversas unidades do Sistema de Ensino Arquidiocesano. À frente das aulas e montagem das peças por quatro anos, foi sensível às singularidades do ensino de teatro na escola. “Houve, sim, ex-alunos que deram continuidade, como a Izabella Marcatti, que depois fez TU[7] e hoje é atriz premiada em São Paulo, ou a Thaís Coimbra, aluna do Curso Técnico do Palácio das Artes. Mas nunca trabalhei tendo apenas esta perspectiva. O que comemoro é saber que quem participou daquele grupo sofreu algum tipo de mudança interna, um despertar para outras questões do mundo. Especialmente nesse sentido, foi um projeto que deu muito certo”, avalia.

Na UFMG, reencontrou também Rita Maia. Em 2002, já como graduando, foi selecionado para o GRUPA, grupo de pesquisa-prática em atuação, fundado por Rita juntamente com a professora Maria Beatriz Mendonça (Bya Braga) e vinculado ao curso de Artes Cênicas da universidade. Um ano depois, em 2003, com os integrantes do GRUPA, montou Nossa Pequena Mahagonny[8], uma comédia musical inspirada no texto Ascenção e queda da cidade de Mahagonny, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht[9]. A estreia foi em Berlim, na Alemanha, a convite do XI Simpósio da Sociedade Internacional Bertolt Brecht, sendo o único representante da América Latina.

Espetáculo "Nossa Pequena Mahagonny" / Grupo Teatro Invertido / Foto: Daniel Protzner

Espetáculo “Nossa Pequena Mahagonny” / Grupo Teatro Invertido / Foto: Daniel Protzner

Em meados de 2004, após a formatura na universidade e o desligamento do GRUPA, funda o Grupo Teatro Invertido com os colegas Rita Maia e Rogério Araújo . “O Grupo Teatro Invertido foi um desdobramento profissional do GRUPA, que era baseado em pesquisa e nas premissas do processo colaborativo. Para a gente, tão significativo quanto poder dar continuidade, no Teatro Invertido, às montagens já feitas foi permanecer com essa forma de trabalho”, afirma. “Até hoje os nossos processos são verticais, pautados pela pesquisa de médio prazo. Buscamos alinhar o pensamento crítico para balizar os procedimentos formais e poéticos levados ao palco. Lemos muito, chamamos pessoas de outras áreas, algo que fomos muito estimulados na UFMG”, completa.

À Nossa pequena Mahagonny – que permaneceu em cartaz por oito anos consecutivos – seguiram-se mais espetáculos e participações em espaços de debate como a 1ª edição do Redemoinho[10], espaço de criação, compartilhamento e pesquisa teatral, composto por diversos grupos do país e realizado pelo Galpão Cine Horto. Entre as várias pautas suscitadas no encontro, a de caráter político ganhou mais força, e seu primeiro desdobramento foi o surgimento de uma rede nacional voltada para a discussão sobre políticas públicas para o teatro. “No início do Invertido, trabalhamos com um texto de Brecht e as questões políticas acabavam vindo à tona. Mas foi com o Redemoinho que elas ganharam contornos mais fortes, foi o que nos deu uma perspectiva política ímpar, uma verdadeira escola. Pudemos estabelecer diálogos com grupos do Brasil inteiro, conhecer experiências bem sucedidas e discutir os desafios do teatro no país não mais de forma pontual e localizada”, diz.

Espetáculo "MedeiaZonaMorta" / Grupo Teatro Invertido / Foto Daniel Protzner

Espetáculo “MedeiaZonaMorta” / Grupo Teatro Invertido / Foto Daniel Protzner

Em 2005, com o Redemoinho ainda em Belo Horizonte, Lessa é convidado a assumir a secretaria do encontro. “Como produtor e articulador, me envolvi ainda mais nas discussões”, lembra. No ano seguinte, quando o Redemoinho se torna itinerante, Lessa segue novos caminhos. Torna-se assessor de planejamento do Grupo Galpão e do Galpão Cine Horto, colaborando com a elaboração e a gestão institucional de projetos. “Foi o momento em que discussões como fomento às artes cênicas, tão presentes no Redemoinho, estiveram intrinsecamente ligadas à minha pauta profissional cotidiana e reforçaram ainda mais minha crença na necessidade de articulação do segmento por políticas públicas para o teatro”, avalia.

Junto aos projetos e à continuidade do trabalho no Teatro Invertido, em 2007 acumula também a função de professor de teatro na Escola Municipal Anísio Teixeira em Belo Horizonte. “Criei um grupo, propus conteúdos interdisciplinares e comecei a ensaiar para uma montagem, mas houve um completo desencanto. Infelizmente, ainda há pouco reconhecimento da importância do ensino do teatro no ambiente escolar, especialmente, nas instituições públicas de ensino. A burocracia, a disputa de poderes, mas, principalmente, o não entendimento do porquê de estarmos ali tornaram as coisas ainda mais difíceis. Seis meses depois, pedi exoneração”, conta.

Segundo Lessa, naquele mesmo momento, o Galpão Cine Horto passava por uma reestruturação. “Mostrei ideias, contribuí com as discussões e, no ano seguinte, fui convidado a assumir a Coordenação Geral. O cargo nem existia, foi criado naquele momento. Precisavam de alguém ao mesmo tempo alinhado com o trabalho desenvolvido lá e com um olhar criativo”, diz Lessa. Desde 2008, exerce essa função concomitantemente com a de Coordenador de Produção e Gestão do Teatro Invertido. Além das atividades oficiais, encontra fôlego para se envolver em outros campos não menos importantes.

Espetáculo "Os ancestrais" / Grupo Teatro Invertido / Foto: Guto Muniz

Espetáculo “Os ancestrais” / Grupo Teatro Invertido / Foto: Guto Muniz

Em 2010, é criado  o Nova Cena a partir de uma convocação do Teatro Invertido feita a diversos coletivos e artistas de teatro de Belo Horizonte. O objetivo era criar na cidade um espaço para debate sobre políticas públicas para o segmento. O que começou como um fórum tornou-se o Movimento Nova Cena, com estabelecimento de ações efetivas de avaliação das políticas públicas já existentes e de proposição de novos mecanismos envolvendo a sociedade civil, o poder público e a comunidade artística.

“Depois que o Circuito Off[11] acabou, sentimos falta de um debate político como foco de atuação. Não conseguíamos mais encontrar eco, marcar territórios para o teatro de grupo e, também, havíamos nos desligado do MTG[12]. Quando fizemos a convocação, queríamos criar um pensamento coletivo, agregar para formar um Fórum Nova Cena”, lembra Lessa. Enquanto isso, a cidade vivia um momento singular. Sem ouvir a população e a classe artística, o cancelamento do FIT – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte – foi anunciado pela Fundação Municipal de Cultura, responsável por sua realização. Os motivos alegados: a Copa do Mundo a ser realizada no Brasil em 2014, a proximidade das eleições e a falta de espetáculos de qualidade. A reação ocorreu de imediato. Grupos e artistas, envolvidos ou não no Movimento Nova Cena, manifestaram sua indignação na porta da instituição com apitos, tambores, faixas e panelas para tentar chamar a atenção da Fundação e reivindicar uma audiência pública. “Aquilo foi um choque. O FIT é uma conquista histórica! Sem contar que os grupos locais já estavam participando do processo de seleção”, diz Lessa.

A articulação gerou debate na sociedade civil, e a Fundação voltou atrás na decisão. “Ali, o Movimento Nova Cena ganhou visibilidade e mais adeptos. Um ano depois da história do FIT, vimos necessidade maior de mobilização, de estabelecer uma rede. Mas decidimos que não iríamos nos institucionalizar, porque o que ainda nos interessa é o caráter de fórum. Não temos escritório, apenas e-mail e blog. Não há engessamento, ninguém ganha nem paga para isso. Com o Nova Cena, a gente se integrou, estabeleceu diálogo com outras frentes. Não era um movimento de extrapolar o teatro, mas ocorreu, indo para discussões sobre a cultura e a cidade”, diz.

Espetáculo "Proibido Retornar" / Grupo Teatro Invertido / Foto: Marco Aurelio Prates

Espetáculo “Proibido Retornar” / Grupo Teatro Invertido / Foto: Marco Aurelio Prates

Quando questionado se existe separação entre o trabalho que desenvolve no Galpão Cine Horto e no Teatro Invertido com a atuação no Movimento Nova Cena, Lessa faz uma análise da sua própria trajetória e escolhas. “A gente já é Nova Cena sendo ator. Fazer teatro com função social tem a ver com uma escolha, com uma ideologia, e é isso que nos contamina. Não consigo dissociar uma coisa da outra. Eu fui atravessado por muitas formas de se fazer teatro, não somente pelo prazer de estar em cena. O meu trabalho de gestão no Galpão Cine Horto é artística, mas também ideológica, política e administrativa. Não sou ator que precisa fazer cinco montagens por ano, mas eu faço teatro todo dia”.

O relógio avisa que são quase seis da tarde, quase duas horas após o início da conversa. Leonardo Lessa pergunta se falou muito, se sua fala contribuiu. Ao se colocar em primeira pessoa no relato dos 16 anos ligados ao universo das artes cênicas, Leonardo Lessa oferece um olhar menos umbilical e particular sobre o fazer teatral e as questões que ele traz a reboque. Oferece um olhar crítico e generoso que permite suscitar reflexões e apontamentos maiores para além do universo das escolhas particulares. Propõe uma discussão também sobre a formação do ator, a pedagogia do teatro, o papel da pesquisa, o lugar do professor em sala de aula, a ligação do ator com a cidade e com a sociedade, um entendimento do quadro político, da responsabilidade do Estado para com o fomento à cultura, a urgência de relacionar a cidade com o teatro que não seja apenas no nível do consumo ou do entretenimento. O teatro em suas dimensões políticas, éticas e estéticas.



[1] Criado em 1998, o Galpão Cine Horto é um centro cultural criado pelo Grupo Galpão, voltado para a pesquisa, formação, fomento e estímulo à criação de teatro. (fonte: site do Galpão Cine Horto)

[2] Cia. de Teatro Escola de Arte é uma escola livre de teatro, com sede em Belo Horizonte.

[3] Iara Fernandez é atriz e professora de teatro. Mestre em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais e Especialista em Arte-Educação pela Universidade Estadual de Minas Gerais. (fonte: Currículo Lattes)

[4] Raul Belém Machado é cenógrafo, figurinista e arquiteto teatral, com especialidade em cenotécnica. Em atuação desde 1969, quando assinou sua primeira montagem, atualmente é coordenador artístico do Centro Técnico de Produção da Fundação Clóvis Salgado. (fonte: Wikipédia)

[5] Davi Dolpi é ator, diretor, professor e pesquisador de teatro. É doutor em Teatro pela Escola de Belas Artes da UFMG.  (fonte: Portal de Teatro Primeiro Sinal)

[6] Luigi Pirandello foi um dramaturgo, poeta e romancista italiano. Entre suas obras mais famosas estão “Seis personagens à procura de um autor”, “Esta noite improvisa-se”, “O falecido Matias Pascal” e “Um, nenhum e cem mil”. (fonte: Wikipédia)

[7] Criado em 1952, o Teatro Universitário (TU) da UFMG oferece curso técnico de ator em nível médio.

[8] O espetáculo teve direção de Lenine Martins.

[9] Bertolt Brecht foi um dramaturgo, poeta e encenador alemão. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, concentrando-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. (fonte: Wikipédia)

[10] O Movimento Redemoinho foi criado em 2004 durante um encontro de espaços de criação, compartilhamento e pesquisa teatral realizada pelo Galpão Cine Horto. Na ocasião, grupos de vários estados do país fundaram uma rede nacional voltada para a discussão sobre políticas públicas para o teatro em âmbito nacional. Em 2006, o Redemoinho tornou-se um movimento nacional.   (fonte: site do Grupo Teatro Invertido)

[11] Com o intuito de viabilizar a continuidade de trabalhos frutos da investigação teatral e promover uma maior proximidade entre espectadores, poder público, artistas e agentes culturais, em 2003 o grupo Teatro Invertido e a Maldita Companhia de Investigação Teatral idealizaram o Circuito OFF de Teatro, uma rede de intercâmbio, compartilhamento e difusão das pesquisas desenvolvidas por companhias de Belo Horizonte. Foi realizado de 2001 a 2007. (fonte: site do Grupo Teatro Invertido)

[12] O Movimento Teatro de Grupo de Minas Gerais, MTG, é uma associação criada para defender os interesses de grupos teatrais a partir de uma atuação artística, política e cultural. Foi fundada em 1991 pelos grupos: Armatrux Grupo de Teatro, Grupo Galpão, Cia. Absurda, Cia. Elétrica de Artes Cênicas, Cia. Sonho e Drama – atual ZAP 18, Grupo Oficcina Multimédia, Grupo Teatral Encena, Grupo de Teatro Kabana, Grupo Teatro de Boneco Patati & Patatá e Grupo Teatro Andante. (fonte: movimentoteatrodegrupomg.blogspot.com)

Carol Macedo Carol Macedo (5 Posts)

Jornalista, editora da revista Marimbondo e do site Mais Marimbondo, e sócia-fundadora da Canal C | Comunicação e Cultura.


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